Duas novas academias de rede chegam a Santa Fé do Sul e a pergunta é: vai ter aluno para todo mundo?

Hiper Prime e Piano Bianco abriram as portas na cidade e agora disputam espaço com Skyfit, Regina Ambar, Body Time e outras.

Duas novas academias de rede abriram as portas em Santa Fé do Sul nos últimos dias: a Hiper Prime e a Piano Bianco, que chegaram para agitar um mercado que já tinha a Skyfit estabelecida no município desde o ano passado.

Somadas a outras grandes academias locais, como a Regina Ambar e Body Time, a cidade passa a ter pelo menos cinco opções de peso para quem quer malhar. Isso sem contar as menores espalhadas por diferentes bairros.

A pergunta que não quer calar: vai ter aluno para tanta academia?

O boom das academias em Santa Fé não é coincidência, é o reflexo de um movimento que tomou o país inteiro. O setor quase triplicou em uma década: eram cerca de 22 mil academias ativas no Brasil em 2015. Em 2025, esse número chegou a quase 63 mil, segundo dados do setor. A projeção é ultrapassar 70 mil estabelecimentos até 2027.

E o interior foi um dos grandes motores desse crescimento. Com o barateamento das franquias fitness e mudanças de hábito aceleradas pela pandemia, cidades médias como Santa Fé do Sul se tornaram alvo dessas redes, que chegam com estrutura padronizada, mensalidade competitiva e marketing agressivo.

A disputa está aberta

Para as academias menores e as mais antigas, a chegada das redes representa um desafio real. As franquias costumam chegar com mensalidades mais baixas, estrutura moderna, contratos flexíveis e parcerias fortes, fatores que pesam na decisão de quem ainda não é cliente fiel de nenhuma.

Para o consumidor, claro, é uma grande vantagem: mais opções, mais concorrência, significa preços menores e qualidade maior.

Mas o mercado é finito. Santa Fé do Sul tem cerca de 36 mil habitantes. Nem todos dispostos a malhar.

Quem vai ficar em pé?

Essa é a pergunta que o mercado vai responder nos próximos anos. A experiência em outras cidades mostra que a abertura em massa de academias costuma ser seguida por uma seleção natural: as que não conseguem fidelizar uma base sólida de alunos acabam fechando antes de completar dois anos.

As redes apostam no volume e na marca. E no meio disso tudo, o santafesulense que quer malhar está, pela primeira vez, com o luxo de escolher.

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